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O MUNDO É PALCO DAS EXPIAÇÕES E PROVAS

 
Chico Xavier

As paisagens terrestres assemelham-se na atualidade, a campos de guerra, onde exércitos rivais entrincheiram-se na espreita do melhor momento para o ataque.

De um lado os exércitos compostos pelos “Espíritos de Luz” e do outro os “Guerreiros das Trevas”, composto por mercenários e escravos.

Entre os dois, perdidos e desnorteados por efeito das dúvidas sem fim, inúmeras criaturas correm de um lado para o outro.

Quando a selvageria das trevas lança seus ataques liberando as vibrações animalizadas, essa descarga eletromagnética atrai a turba desprevenida.

Quando em defesa ao ataque sofrido, o Exército da Luz ergue as barreiras defensivas, espargindo a luminosidade própria dos seres evoluídos, a turba fascinada, avança em sua direção sedenta do equilíbrio edificante.

Entre ataques e medidas defensivas, varia a direção da corrida, movimentando-se aturdidos, ora para um lago, ora para o outro.

A indecisão a que se submetem, é filha da falta de fé e da coragem que dela decorre.

No campo vasto da mente vazia, acumulam-se as sementes das ervas daninhas, que brotam vivazes, quando regadas pela chuva das dúvidas.

O Mundo é o palco das expiações e provas, determinadas por seu grau evolutivo; e a humanidade é o coletivo de almas, cuja condição espiritual, necessita atuar nesse Mundo em busca de sua libertação e ascese.

Na medida em que abdicais da prerrogativa de escolher o caminho de luz, como ambiente de sua regeneração, a humanidade entrega-se ao determinismo cármico de colher os revezes, decorrentes da sua ausência de vontade firme em progredir.

Nem a morte do corpo físico liberta a alma da obrigatoriedade de avançar segundo suas escolhas, pois uma vez desencarnados, os espíritos devem seguir sua própria mente, deixando-se guiar pelo grau de consciência que desenvolveram. Caso não a tenham desenvolvido, entregam-se a influência daqueles que já fizeram suas escolhas.

Estivemos entre vós, no cumprimento das Leis de Deus, disseminando as sementes do conhecimento espiritual, trazidas pelos Jardineiros de Jesus. No entanto, palavras sem ação nada constroem e todo conhecimento, para dar frutos, deve ser regada com a água do trabalho, que põe na prática as lições estudadas.

Os livros publicados como acervo da Misericórdia Divina, nada farão se as elevadas lições ali contidas, não se reverterem, nas mãos de seus leitores, em obras de amor ao próximo.

Irmãos, nosso empenho é para que atenteis, da necessidade de transformação que o momento exige.

Os exércitos permanecerão entrincheirados, mas a turba desgovernada só ficará sem governo se quiser, pois a Bondade de Deus facultou a todos as orientações para libertarem-se e seguir o Cristo Planetário.

Mentalizando o Mestre Jesus diante de nós, mãos estendidas, sorriso sereno e semblante amigável, nossas forças internas organizam-se estabilizando o espírito, que passa a conduzir seu magnetismo na direção d’Aquele, que é o Ímã Perfeito de Amor Puro e Verdadeiro; única Força capaz de libertar-nos do Mal.

Chico Xavier
Vigília Abrigo Servos de Jesus

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HÓSPEDES

HÓSPEDES
André Luiz

Convite é oportunidade para quem o formula.

O hóspede receberá o tratamento que se dispensa à família.

Nenhum amigo, por mais íntimo, tomará a liberdade de chegar à residência dos anfitriões, a fim de hospedar-se com eles, sem aviso.

Se a pessoa não é convidada a hospedar-se com esse ou aquele companheiro e precisa valer-se da moradia deles para certos fins, mesmo a curto prazo, não deve fazer isso sem consulta prévia.

Se alguém procura saber de alguém, quanto à possibilidade de hospedagem e não recebe resposta, procederá corretamente, buscando um hotel, de vez que o amigo consultado talvez tenha dificuldades, em casa que, de pronto, não possa resolver.

Um hóspede para ser educado não entra nos desacordos da família ou do grupo que o acolhe.

Em casa alheia, necessitamos respeitar os horários e hábitos dos anfitriões, evitando interferir em assuntos de cozinha e arranjos domésticos, embora seja obrigação trazer o quarto de dormir tão organizado e tão limpo, quanto possível.

Grande mostra de educação acatar os pontos de vista das pessoas amigas, na residência delas.

Na moradia dos outros, é imperioso ocupar banheiros pelo mínimo de tempo, para que não se estrague a vida de quem nos oferece acolhimento.

Fugir de apontamentos e relatos inconvenientes à mesa, principalmente na hora das refeições.

O hóspede não se intrometerá em conversações caseiras que não lhe digam respeito.

Justo gratificar, dentro das possibilidades próprias, aos irmãos empregados nas residências que nos hospedam, já que eles não têm a obrigação de nos servir.

André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro “SINAL VERDE”