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ALMA E CORPO

ALMA E CORPO

Emmanuel


 

Não nos esqueçamos de que o corpo na Terra é o filtro vivo de nossa alma.

*

Nossos pensamentos expressar-se-ão, segundo o sentimos, tanto quanto nossos atos serão exteriorizados, conforme pensamos.

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Todos os processos emocionais do coração atingem o cérebro, de onde se irradiam para o campo das manifestações e das formas.

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Sensações e atitudes mais íntimas se nos mostram, invariavelmente, na vida de relação.

*

A gula produz a deformidade física.

O orgulho estabelece a irritação sistemática.

A vaidade conduz à perturbação.

A cólera dá origem a graves desequilíbrios.

O ciúme leva ao ridículo.

A maldade se transforma em delito.

O desânimo alimenta o caruncho da inutilidade.

A ignorância faz a penúria.

A tristeza improdutiva cria moléstias fantasmas.

Os hábitos indesejáveis trazem a antipatia em torno de quantos a eles se afeiçoam.

A paixão, não raro, conduz à morte.

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Cada sentimento emite raios e forças intangíveis que se lhe serão característicos.

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Cultivemos a bondade, a compreensão e a alegria, porquanto nelas possuímos o manancial das energias de soerguimento e elevação da alma para Deus, nosso Pai e Misericordioso Senhor.

*

Nem corpo inteiramente mergulhado na Terra, nem espírito integralmente absorvido na contemplação do firmamento.

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A árvore produz para o mundo, sustentando a vida, de raízes imersas no solo e de copa florida a espraiar-se em pleno Céu.

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Aprendamos com a natureza.

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A situação ideal será sempre a do equilíbrio com a vigilância concentrada por dentro. Por isso mesmo, há muitos séculos, já nos afirmava a profecia:— “Guardai com carinho e cuidado o coração porque realmente dele é
que procedem as correntes da vida.”

 

Emmanuel

Do livro “Neste instante”

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

 


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GAIOLA – Valerium

Na sala faustosa, o pássaro triste e cabisbaixo está na gaiola enfeitada.

O visitante entra, observa e pergunta ao dono da mansão.

– Que tem o canário? Solte-o, meu amigo, ele está muito tristonho.

E o anfitrião responde, abrindo a porta do pequeno cárcere.

– Veja, ele não sai. . .  É canário de gaiola.

Ai foi criado desde que nasceu. Não sabe viver fora dela. . .

E fecha a portinhola da prisão do pássaro triste que, mudo e quieto, respira chumbado à gaiola enfeitada, na sala faustosa. . .

*

Quantas criaturas humanas existem iguais a esse canário?

Pessoas criadas desde a infância na riqueza e no luxo vivem presas aos empréstimos transitórios do mundo, durante toda a existência na Terra, e, mesmo depois da morte, não se desvencilham de seus antigos pertences e propriedades.

Por mais se lhes abram as portas da liberdade espiritual, não se sentem com força suficiente para desferirem o voo largo da independência, na amplidão das Esferas Superiores. . .

E ficam chumbados à carne passageira, em suas gaiolas mentais de ouro, por muito tempo, muito tempo mesmo, ante o Grande Futuro.

*

Saiba mais, meu irmão, usar os empréstimos da vida, desapegando-se realmente do conforto escravizante, na certeza de que você chegou sozinho à estação do corpo e que sozinho há de sair dela.

Valerium
Extraído do livro “Bem-Aventurados os Simples”
Psicografia de Waldo Vieira