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VIVER BEM

Cuida dos pensamentos na aldeia da mente, buscando identificá-los com as lições evangélicas.

 

 Modelas as ideias nas sentenças que os preceitos do Cristo determinam, com a amplitude que o progresso requer.

 

Saiba ouvir os outros, como se fosses tu quem estivesse falando, selecionando os assuntos e guardando o que te convém.

 

Vigia a boca, de modo que o verbo fale construindo, acreditando mais na expressão do exemplo.

 

Perdoa esquecendo faltas, sem o império da falsidade e sem esquecer a oração em favor daqueles que, por vezes, te ofendem.

 

Respeita o direito alheio, como queres ser respeitado; cada criatura é um mundo em posição diferente, com deveres e direitos ante a vida.

 

Estuda de tudo, rejeitando o que possa te levar à desarmonia.

 

Estimula a alegria, sem que ela se mostre no barulho que incomoda; a verdadeira felicidade se irradia no silêncio.

 

Trabalha sempre com o traço da honestidade, sem te esqueceres das horas de lazer; o equilíbrio em tudo é paz no coração.

 

Ama a Deus em tudo, pelos canais da caridade, do mínimo ao máximo, pelo móvel das tuas ações.

 

Meditando e agindo desse modo, Deus ficará mais presente em ti e Jesus passará a ser teu companheiro lado a lado, em toda a tua vida, não porque o Senhor e o Mestre se aproximam mais dos que andam retamente no bem, mas porque despertarás os teus valores, de modo a reconhecê-los nas cidades do coração e da consciência.

 

Lancellin

Do livro “Páginas Esparsas 4″

Psicografia de João Nunes Maia

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I – A Lei do Amor – Evangelho Segundo o Espiritismo

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

I – A Lei do Amor

 

 LÁZARO

Paris, 1862

 – O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado.

No seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor é o requinte do sentimento.

Não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior, que reúne e condensa em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas.

 

A lei do amor substitui a personalidade pela fusão dos seres e extingue as misérias sociais. Feliz aquele que, sobrelevando-se à humanidade, ama com imenso amor os seus irmãos em sofrimento! Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo! Seus pés são leves, e ele vive como transportado fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou essa palavra divina, — amor — fez estremecerem os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

 

O Espiritismo, por sua vez, vem pronunciar a segunda palavra do alfabeto divino. Ficai atentos, porque essa palavra levanta a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, vencendo a morte, revela ao homem deslumbrado o seu patrimônio intelectual. Mas já não é mais aos suplícios que ela conduz, e sim à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito, e o Espírito deve agora resgatar o homem da matéria.

            Disse que o homem, no seu início, tem apenas instintos. Aquele, pois, em que os instintos dominam, está mais próximo do ponto de partida que do alvo. Para avançar em direção ao alvo, é necessário vencer os instintos a favor dos sentimentos, ou seja, aperfeiçoar a estes, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões dos sentimentos. Trazem consigo o progresso, como a bolota oculta o carvalho. Os seres menos adiantados são os que, libertando-se lentamente de sua crisálida, permanecem subjugados pelos instintos.

            O Espírito deve ser cultivado como um campo. Toda a riqueza futura depende do trabalho atual. E mais que os bens terrenos, ele vos conduzirá à gloriosa elevação. Será então que, compreendendo a lei do amor, que une a todos os seres, nela buscareis os suaves prazeres da alma, que são o prelúdio das alegrias celestes.